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Mensagem de Pentecostes à Igreja Episcopal Anglicana do Brasil
que virá sobre vós, para serdes minhas testemunhas
em Jerusalém, por toda Judéia e Samaria,
e até os confins da terra.”
Atos 1,8
Neste Pentecostes, somos lembrados novamente de que a Páscoa de Jesus não termina. Continua com energia e vigor para que nossas vidas sejam plenas e completas. Deus conosco que permanece conosco. Seu Espírito de perturbação e desarrumação paira sobre nossas cabeças como lembrança da missão para a qual somos convocadas/os.
A celebração de Pentecostes é a memória fundamental e a afirmação máxima em nossa tradição espiritual, teológica e pastoral de que o diálogo e a permanência no diálogo é destino último, mas é principalmente caminho, método, jornada. O jeito como lidamos com os acontecimentos da vida é expressão da nossa espiritualidade e fé.
Em Atos 2 temos um testemunho de que a diversidade é não só possível mas é o desejo de Deus, que permitiu que cada um falasse sua própria língua no episódio da torre de Babel, e agora permite que todos escutem e entendam em sua própria língua a mensagem de unidade, amor, ternura e compromisso do Evangelho. Ir ao encontro do outro onde ele está e entrar em seu universo é desafio permanente para nossa missão e nossa presença como sacramento de Jesus aqui e agora.
A força do Espirito Santo vai para além de qualquer descrição possível . O Espirito é vento forte que renova, transforma e cria novo tempo, nos trazendo nova vida nos oferecendo nova energia.
A Igreja de Jesus é chamada a cada dia a manter viva a chama do Espírito para que a missão nunca esfrie, mas também o vento impetuoso que desarruma o que está confortável e nos impulsiona para fora de nosso centro, nos torna ex-centricos, como o samaritano na estrada que percebe, se aproxima, toca, cuida, comparte recursos, agrega mais gente no serviço (diaconia) para a vida e se oferece como sacro-ofício para o futuro (pode-se contar com ele).
A Igreja de Jesus é chamada a manter a diversidade e a aprender a dialogar sempre, mesmo no sofrimento e na incompreensão, a fim de que a salvação (o cuidado, a cura, a ternura) seja compreendida e experimentada por todos
Convoco a Igreja a se deixar mover pelo Espirito Santo e nos deixar impulsionar por esta força interior que move nossas vidas e ações, que nos mantêm constantes apesar das turbulências e perseguições, que renova o compromisso e nos mantêm na esperança da Missão que é de Deus.
Convoco a Igreja a nos deixar mover pelo Espirito Santo, envolvendo-nos no movimento de oração da Semana do Pioneiros da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, 02 a 09 de junho de 2013.
Neste momento da Festa de Pentecostes, quero agradecer à Igreja pelo apoio e suporte nestes sete anos que tenho servido como vosso Bispo Primaz, e rogo a Deus que desde já estejamos unindo-nos em oração pelo Sínodo 2013, no qual será eleito um novo Bispo Primaz para a Igreja.
A Festa de Pentecostes é uma nova oportunidade de renovação da vida da Igreja que se faz comunidade na Oração, no partir do pão, e no serviço a todas as pessoas.
Que este vento impetuoso nos mova para caminhos novos, porque o Espírito do Senhor está sobre nós e nos envia.
Vem Espirito, Vem!
Brasilia, 19 de maio de 2013.
+ Dom Mauricio Andrade, PrimazMovimentos sociais da América Latina participam de assembleia da Alba em SP
Um momento significativo para as lutas populares começou nesta quinta-feira (16/5) com a abertura da 1ª Assembléia de Articulação dos Movimentos Sociais para a Aliança Bolivariana das Américas (Alba), que reúne mais de 150 delegados de 22 países, na Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema (SP).
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Judiciário impede a desapropriação de 237 áreas para a reforma agrária
O Poder Judiciário tem sido um dos principais opositores do processo de reforma agrária no Brasil. Além de autorizar ações violentas de despejo contra camponeses acampados e evitar ao máximo a condenação de latifundiários que cometeram crimes contra os trabalhadores rurais, o Judiciário é um dos grandes responsáveis por áreas já desapropriadas que ainda não se tornaram assentamentos por causa de trâmites na justiça. Estudo do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) aponta que 531 áreas têm processos de desapropriação que tramitam no Judiciário. Do total, 237 estão paradas há anos nos tribunais por “óbice judicial”, uma ação jurídica utilizada para suspender o processo de desapropriação.
Nota da CNBB sobre a redução da maioridade penal
O debate sobre a redução da maioridade penal, colocado em evidência mais uma vez pela comoção provocada por crimes bárbaros cometidos por adolescentes, conclama-nos a uma profunda reflexão sobre nossa responsabilidade no combate à violência, na promoção da cultura da vida e da paz e no cuidado e proteção das novas gerações de nosso país. A delinquência juvenil é, antes de tudo, um aviso de que o Estado, a Sociedade e a Família não têm cumprido adequadamente seu dever de assegurar, com absoluta prioridade, os direitos da criança e do adolescente, conforme estabelece o artigo 227 da Constituição Federal.
Resolução que impede PMs de prestarem socorro volta a valer em São Paulo
Os policiais militares de São Paulo estão novamente proibidos de prestar socorro imediato a vítimas de crimes ou pessoas envolvidas em supostos confrontos. Na última quarta-feira (15), o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivan Sartori, suspendeu a liminar que revogava a norma publicada em janeiro deste ano pela Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP). Em sua decisão, Sartori disse que a resolução da secretaria em nenhum momento impede que o socorro imediato seja feito por policiais, caso seja necessário. Número de mortos decorrentes de intervenções policiais caiu 40% desde a publicação da resolução; presidente do TJ-SP, Ivan Sartori, suspendeu a liminar que revogava a norma
Governo cede a ruralistas e inicia desmonte da Funai
A corrente campanha de desmonte da Fundação Nacional do Índio (Funai), realizada pelo próprio governo federal, teve seu ápice na última quarta-feira, 08, com a participação da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, na audiência pública realizada pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, na Câmara dos Deputados. Aplaudida pelos parlamentares ruralistas, ela correspondeu prontamente aos desejos da bancada e anunciou que até o final deste semestre será definido um novo marco regulatório para os processos de demarcações das terras indígenas.
Leilão de petróleo: Prejuízo de um trilhão de dólares para o Brasil
A 11ª Rodada de Licitações de Blocos para Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural, que será realizada nos dias 14 e 15 de maio deste ano, no Rio de Janeiro, para leiloar 289 blocos para a exploração de petróleo, “trará um prejuízo para o país da ordem de um trilhão de dólares”, diz Paulo Metri à IHU On-Line. Na entrevista a seguir, concedida por telefone, o engenheiro explica as implicações da lei n. 9478/1997, que rege os leilões de petróleo no país, e defende a criação de uma nova legislação, semelhante à lei n. 12351, que assegura a criação de um fundo social a partir dos recursos obtidos com a exploração da camada do pré-sal. Crítico da atuação das petrolíferas estrangeiras no Brasil, Metri diz que o setor “tem de ser visto como um dinamizador da economia”.
Entregar petróleo aos estrangeiros vai aumentar preços no Brasil, alerta CUT
Dirigentes da CUT e representantes dos movimentos sociais se reuniram nesta quinta-feira (9), diante da sede da Petrobrás, em São Paulo, para cobrar do governo federal o cancelamento do leilão de 289 blocos de petróleo. Marcado para os dias 14 e 15 de maio, no Rio de Janeiro, a rodada de negociação entregará às multinacionais a exploração de uma reserva de 30 bilhões de barris, que representa um patrimônio em torno de três trilhões de dólares. Em troca, pagarão um bilhão de dólares. “A Europa e os Estados Unidos estão em crise e querem buscar lucro aqui no Brasil pelo mesmo petróleo que causou a guerra na Líbia e recentes ameaça à Argélia pelos EUA. Estamos mobilizando nossas bases para dizer novamente que o petróleo é nosso”, disse o diretor Executivo da CUT, Júlio Turra.
Altamira-PA recebe o Simpósio Violência Sexual Infanto-Juvenil no Contexto das Grandes Obras: perspectivas e desafios
O objetivo do evento, que acontece de 15 a 17 de maio, é possibilitar a reunião de especialistas e militantes de diversas regiões de país para pensar nas condições de vida de crianças e adolescentes em regiões de impacto de grandes obras, com especial atenção às hidrelétricas de Belo Monte e do Complexo do Madeir e ao contexto da Amazônia de maneira geral.
MPF quer continuidade das negociações com índios em Belo Monte
O Ministério Público Federal foi notificado hoje (9) da ordem de reintegração de posse do canteiro de obras de Belo Monte. A ordem, da desembargadora Selene Almeida, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) foi emitida ontem depois das 22h. A Polícia Federal de Altamira se prepara para cumpri-la ainda hoje, mas a decisão pegou de surpresa os indígenas, o MPF e a Fundação Nacional do Índio, já que representantes do governo haviam estado no canteiro ontem negociando com os acampados. A Funai informou ao MPF que os índios estavam debatendo contrapropostas para encaminhar ao governo federal, mas foram surpreendidos com a ordem de despejo já na madrugada de hoje. O MPF vai pedir à Justiça Federal que suspenda a reintegração, porque considera que as negociações tinham sido iniciadas e a manifestação é pacífica.
Por um novo marco regulatório para as ONGs
Por Damien Hazard "Há hoje, infelizmente, um desconhecimento na sociedade em geral sobre a identidade, a realidade e o papel das Organizações Não Governamentais (ONGs) e dos movimentos sociais. A reflexão, o debate político e a própria legislação não conseguiram acompanhar a mudança do seu contexto de atuação. Essa falta de definição das relações entre Estado e sociedade afeta a essência da democracia (...)".
Nas ruas e nas redes: mobilizações para a Lei da Mídia Democrática acontecem em todo o país neste 1º de maio
Trabalhadores de todo o país se mobilizarão nesta quarta-feira, 1/5, para divulgar nas ruas do Brasil o Projeto de Lei da Mídia Democrática, uma proposta de regulamentação do setor das Comunicações no país. Os atos serão o ponto de partida para a coleta das assinaturas necessárias para que o documento ingresse no Congresso Nacional como vontade da população e para que o tema seja apropriado pelo conjunto da sociedade. O projeto de lei trata da regulamentação das Comunicações Eletrônicas no país (rádio e televisão), setor atualmente regido pelo Código Brasileiro das Telecomunicações, datado de 1962, e a regulamentação dos artigos de comunicação da Constituição Brasileira.
