A Marcha das Margaridas deste ano contou com a presença de mulheres religiosas ligadas ao Fórum Ecumênico ACT-Brasil

A Marcha das Margaridas  é a maior ação de mulheres da América Latina e reúne as mulheres do campo, das florestas e das águas em sua 6º edição em Brasília. Elas homenageiam e se inspiram na luta de Maria Margarida Alves, que foi assassinada por enfrentar barões do açúcar em Alagoas em 1993. 

Este ano, mais de 100 mil mulheres pintaram de lilás a Esplanada dos Ministérios nesta quarta-feira (14).

Religiosas ligadas ao Fórum Ecumênico ACT-Brasil se juntam à Marcha das Margaridas em Brasília.

Participantes do Fórum Ecumênico ACT-Brasil

Esta é a primeira vez que mulheres evangélicas, que fazem parte das igrejas e organizações do Feact Brasil participaram da marcha. 

Com a hashtag Terrivelmente Evangélicas e Feministas, se juntaram à marcha para denunciar as políticas anti direitos e anti mulheres impostas pelo governo Bolsonaro em seus primeiros meses de governo

Júlia Esther Castro (PAD) e Pastora Sônia G. Mota (Cese)

“Marchamos em solidariedade com as mulheres rurais e as mulheres indígenas. Nós também marcharemos por nós mesmas, porque somos impactadas por todos esses reveses que estão acontecendo no país”, afirmou a pastora Sônia G. Mota, Diretora Executiva da Coordenadoria Ecumênica de Serviços – Cese. E concluiu:

“Como mulheres evangélicas e feministas, queremos denunciar este governo que promove a morte e anunciamos que não daremos um passo atrás em defesa de nossas conquistas e lutas por nossos direitos”.

Marcha das Margaridas – Foto: Eduardo Di Napoli/ Cobertura Colaborativa

Marcha das Margaridas, que reúne 100 mil mulheres do campo, da floresta e das águas em Brasília está na sua  sexta edição, e traz este ano uma plataforma política de defesa de temas como a terra, a água, as práticas agroecológicas, as políticas de educação e saúde, a Previdência Social e o combate à violência de gênero.

Comunicação – Pad

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